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NOTÍCIAS DO MERCADO

Financiamento de veículos leves cai 16,2% em janeiro

02/2015

O volume de veículos leves novos vendidos em janeiro por meio de linhas de financiamento diminuiu 16,2% com relação ao mesmo mês de 2014, ao totalizar 146,6 mil unidades. Na comparação com dezembro do ano passado, quando foram financiados 226,7 mil automóveis novos, o índice de queda é de 35,3%.

O financiamento de usados caiu em menor proporção em janeiro, de 4% sobre idêntico mês de 2014, ao totalizar 253,3 mil unidades, mas recuou 12,1% ante dezembro. Na soma de novos e usados, 400 mil unidades, as vendas caem para 8,9% no comparativo anual e 22,3% sobre o último mês do ano, de acordo com dados divulgados pela Cetip, que opera o Sistema Nacional de Gravames (SNG) e inclui as transações de veículos via crédito direto ao consumidor (CDC), leasing, consórcio e outras formas de parcelamento.

No segmento de pesados, a retração foi bem mais forte: o total de veículos novos financiados não passou de 5,4 mil em janeiro, 45,5% abaixo do volume registrado há um ano. Contra dezembro, quando foram financiadas 12,6 mil unidades, a queda foi de 57,3%, reflexo das novas taxas e novo limite de financiamento do valor do bem pelo Finame PSI do BNDES. Já para usados, com 10,5 mil unidades, o volume representou queda de 11% sobre dezembro e 7,5% sobre janeiro de 2014.

Os financiamentos de motocicletas novas em janeiro foi 17,4% menor do que em mesmo mês do ano passado, para 71,1 mil. Contra dezembro, a queda foi de 3,1%, enquanto as vendas de usadas ficaram 5,2% abaixo das de janeiro e 4,4% menores que as de dezembro.

Somando-se todos os segmentos e entre novos e usados, o total de veículos financiados em janeiro chegou a 497,4 mil unidades, representando recuo de 10,8% sobre mesmo mês do ano passado. Sobre dezembro, houve queda de 20,4%.

MODALIDADE E PRAZOS

Dentre as modalidades disponíveis para o financiamento de veículos, entre todas os segmentos, o consórcio apresentou a menor queda em janeiro. Foram financiadas 66,6 mil unidades por meio de cotas de consórcio contempladas, mas ainda não quitadas, volume 4,9% menor na comparação anual e 3,1% menor com relação a dezembro. O menor recuo da modalidade foi impulsionado pelo bom desempenho dos automóveis usados, que somaram 18,6 mil unidades entregues por meio do consórcio, representando um aumento de 13,4% sobre janeiro de 2014.

O consórcio respondeu por 11% dos financiamentos totais contratados em janeiro, sendo que o CDC ainda lidera, com 85,6% de participação das vendas a prazo. Leasing e outras formas de pagamento representaram 1,5% e 1%, respectivamente.

O prazo médio de financiamento praticado em janeiro ficou em 38,5 meses contra os 37,9 meses registrados há um ano, considerando veículos leves novos.

 

FONTE: http://www.automotivebusiness.com.br/noticia/21463/financiamento-de-veiculos-leves-cai-162-em-janeiro

Nova regra do Finame beneficia caminhões

02/2015

A Anfavea, Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, vê com bons olhos as mudanças realizadas nas condições do Finame PSI, informadas na circular que o BNDES divulgou na quarta-feira, 4 (leia aqui). Segundo Marco Antonio Saltini, vice-presidente da associação, a criação das condições alternativas deve melhorar a disposição do cliente para tomar crédito, já que a linha oferece agora maior previsibilidade do valor das prestações. “Com taxa fixa de mercado, o cliente pode contratar a opção de financiamento sabendo exatamente quanto vai pagar nas parcelas”, comemorou o executivo.

 

Lançada no começo de 2015, o novo Finame PSI permitia o financiamento de até 70% do bem com juros que iam de 9,5% a 10% ao ano, dependendo do porte da empresa que toma o crédito. O valor restante, não coberto inicialmente pela linha subsidiada do BNDES, poderia ser dado pelo cliente como entrada ou financiado a uma taxa variável, indexada pela Selic. Dessa forma o valor das prestações sofreria alterações a cada mês, acompanhando os juros básicos da economia.

 

A partir de agora, o valor que era financiado a uma taxa variável poderá receber crédito do BNDES com juros fixados em 15,74% a.a. Apesar de inicialmente parecer cara, a condição garante estabilidade no valor das parcelas do financiamento, tornando a linha mais interessante para o cliente. Saltini acredita que isso pode estimular as vendas de caminhões. “Essa nova condição do BNDES permite ao cliente visualizar quanto vai pagar em cada parcela e no total”, explica Saltini.

 

RESULTADOS

 

O mês de janeiro representou aumento de 128% na produção de caminhões em comparação a dezembro de 2014, subindo de 3,7 mil para 8,4 mil. A alta aconteceu sobre base de comparação fraca, já que a maior parte das empresas interrompeu a produção e deu férias coletivas no último mês do ano passado. Sobre janeiro de 2014, quando foram feitos 13,8 mil unidades, houve queda de 38,7%.

 

Os licenciamentos registraram baixa de 28,8%, contabilizando 7,7 mil produtos em janeiro de 2015, ante os 10,8 mil de janeiro e 2014. Se o comparativo for do primeiro mês deste ano contra dezembro do ano passado a queda registrada é de 44%.

 

Segundo a Anfavea, apesar da melhora nas condições de crédito para a compra de caminhões, ainda não é possível fazer previsões para 2015, já que a conjuntura macroeconômica ainda não apresentou aquecimento. “Quando alcançarmos uma estabilidade total (dos indicadores econômicos) poderemos retomar as vendas e começar efetivamente o ano, já que em janeiro não houve uma solução”, concluiu Marco Antonio Saltini.